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Paradoxo do tempo

Paradoxos começam e terminam. Terminam no infinito da lógica. Começam na imensidão da física. Permanecem não como um circulo, mas como um caracol que provavelmente tem suas pontas interligadas. Mas porque as pontas não são realmente pontas, elas ficam se soltando e se grudando dependendo das ações que as impulsionam a um ou a outro. Então ele não é realmente um caracol, nem realmente tem início nem fim. Ele nem ao menos existe. Além da existência vazia que é só ser enxergado quando olharem e mesmo assim não é ele. Porque quando olhar vão ser só rastros. Porque ele só existirá quando houver algo grande o suficiente para causar a primeira ligação das pontas de um caracol que não é um caracol e puder parar de fora para assistir. Ver ele realmente, em seu trajeto natural. E tal coisa não existe aqui, mas pode estar fazendo isso agora mesmo.


A questão é que quando ele está em ação ele ficará vagando pelo infinito e quando acabar vai voltar ao início e continuar, mas vai deixar seus fins e inícios no meio do caminho.


É como se precisasse de algo que nós não temos aqui, mas outro, quase igual a esse, porém em outro lugar, tem. E por uma sátira brincadeira com o tempo, que fica sob palavras e seres, o tenta para de algum modo quebrar e emaranhar seus fios. Mas o tempo, orgulhoso, cria algo. Algo que os percorre, passando sempre a frente o problema, para futuramente, consertá-lo passando a frente de novo, para não acabar, quase como uma forma de auto preservação. Para continuar existindo.
Algo que os obriga, no decorrer de seu infinito caminho entre eles, a se desembaraçarem, a se reorganizarem da provocativa brincadeira ou da simples displicência de algo maior.


Esse algo foi uma grande invenção. Uma invenção esperta e necessária. Mas exatamente por ser tão grande, foge ao controle e causa problemas. Obviamente o paradoxo é bem astuto e ardiloso.


Se um outro eu, tivesse capacidade de enganar o destino, fazer o que em nenhum lugar foi esperado. Então se romperia o tempo, seria como um momento de distração dele, do qual eu poderia pular para outro fio, outro caminho, outra dimensão e encontrar o eu de agora. Quando o paradoxo entrasse em ação ele reorganizaria de forma que, o novo eu, ficaria no meu lugar e quando eu, por conhecer um outro eu, mudasse meu destino, romperia de novo o tempo e eu iria a outra dimensão encontrar um terceiro eu. Onde eu ficaria. O paradoxo continuaria passando e agora o tempo já mais precavido das intenções violentas do meu eu que quebrou o tempo em primeiro lugar, preveria suas próximas prováveis tentativas, impedindo qualquer nova falha.
Mas, isso, não é algo fácil para um esperto cérebro fazer, pois ele tem defesas próprias contra se auto enganar. É uma coisa mais de palavras, que não têm um cérebro com um sistema de auto defesa implantado pelo próprio tempo, que mesmo sendo tão sábio, por mais que tentasse não pôde fazer o mesmo com as palavras. Então criou algo melhor. O paradoxo.

Palavras foi um exemplo pequeno, de todas as coisas que o tempo tinha que se preocupar. Como coisas muito maiores e muito mais primitivas.

O tempo o criou e o próprio sofreu com ele. Foi como a segunda coisa que foi criada, paralelamente a existência, se criou o paradoxo de toda a existência. Que nem mesmo o tempo poderia assistir. O que nos faz pensar o que mais tem além do tempo, a resposta é o paradoxo. Antes do tempo.
Ele é como o auto engano do tempo.
A grandiosidade que o paradoxo atingiu, o faz parecer inclusive, que foi o que surgiu primeiro, mas isso é tudo parte de sua astuciosidade, ficou muito maior do que foi criado para ser.
Ultrapassou todos os limites e leva aos outros a impressão de ter sido o principio.

Então o paradoxo surgiu, talvez, por um mecanismo de auto preservação e defesa do próprio tempo, mas se mantém, por uma auto preservação dele próprio, agora liberto, pois tem costume de preservação e dá um jeito de usá-lo ao seu favor.
Às vezes, pode até parecer mais esperto que o tempo, mas não se pode considerar assim, já que ele nada mais é do que uma parte do tempo. Parte manifesta da sua sabedoria, da qual é inconsciente.



Vários fios de destinos, alternativos, mas como o seu, passam por ai. Como pequenas coisas das quais não reparamos, por não podermos, pois senão causaria A falha. Por isso ele conta, ele o tempo, com nossa suposta esperteza, enquanto tece nossos fios e os organiza.


Falhas no tempo, o paradoxo conserta, mas também mantém.
O fato é que o senhor dos mundos, o tempo, não manda em nada quando o assunto é paradoxo. Pelo contrário, paradoxos são pedaços do tempo, são resultado de seus machucados, são como gotas de sangue, mas são também a sua cura, suas cicatrizes. Eles dependem um do outro, então se aturam.

O tempo foi criado no tempo, por ter consigo o poder do paradoxo, que manifestou-se mútuo e paralelamente ao momento de sua criação e passa por todos eles.



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