Era uma vez a terra do nunca A
Onde nunca acontecia nada B
Lá em uma pobre rua morava C
Uma linda jovem apaixonada B
Ela sentia um frio na nuca A
Sempre que para a quina olhava C
Lá cruzava o seu olhar contente D
Com o do pobre cão que não gostava C
Com a sua pelugem vermelhusca A
Olhava empinado como gente D
Odiava o cão em pensamento E
Estima só seu amor coerente D
A certeza é o que ela busca
Ninguém gosta de cachorro sardento
Ainda mais aquele da esquina
Que olha pra ela todo momento
Durante a tarde entrou no fusca
Na busca do amor pela neblina
Por uma estrada cheia de curva
Até avistar a bela campina
Correu para o seu amado Luca
Mas caia uma malvada chuva
Que guiou a ela sem piedade
Pra beira de uma lagoa turva
E o amor que sempre a ofusca
Não se importou com sua idade
A fez crer que ele está a frente
A levando ao fundo na verdade
Havia, porém, um cão à rebuça
Que só com sua afeição em mente
Lançou-se ao resgate como Nume
Tentando puxá-la rapidamente
Não conseguiria tirá-la nunca
Pois mal se podia ver sua nuca
Soçobrava junto cor vermelhusca
Vão-se dois apaixonados na busca
Seja de a pé ou seja de fusca
Seja por mulher ou seja por Luca
Mal jeito de ver como amor ofusca!
e de como pode estar à rebuça.
Terra de Todos Nós
Postado por
Cecíi
, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 at 14:12, in
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